Ex-tudo

Você tem boas lembranças da sua ex-empresa?

exEm anos recentes, surgiu na imprensa brasileira a tendência de usar “ex-empresa”, como nestes exemplos:

  • ‘Rei da renda fixa’ aproveita momento de vingança contra ex-empresa (Folha);
  • Francês processa ex-empresa por ‘não fazer nada’ no trabalho (Uol).

O uso de ex- nesse caso ajuda a evitar explicações mais longas (“a empresa na qual trabalhou”). Esse uso é inovador e difere do emprego mais conhecido do prefixo.

Ex- é usado tradicionalmente para indicar que uma pessoa não ocupa mais certo cargo (ex-diretora, ex-presidente) ou não possui mais certo vínculo que costumava ter (ex-noivo, ex-mulher, ex-namorado).

É cedo para dizer se a moda jornalística chegará à fala cotidiana. Caso isso aconteça, e o mesmo princípio seja aplicado a outras palavras, talvez as pessoas falarão com naturalidade da instituição onde estudaram como sua ex-escola ou sua ex-faculdade. O local onde moraram será seu ex-apartamento ou sua ex-casa. O partido ao qual já foram filiados será seu ex-partido.

Por enquanto, esses usos de ex- soam a mim um tanto artificiais. O que lhe parece?

 

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Recém-criado

recém-

“Recém” exige o uso do hífen quando é a primeira parte de uma palavra.

Por ex.: recém-nascido, recém-casado, recém-formado, recém-nomeado, recém-empossado, recém-criado.

“Há recém” é uma expressão sinônima de “há pouco”.

Por ex.: Eles há recém saíram.

Essa expressão é mais usada no sul do Brasil. Onde você vive, fala-se “há recém”?

Tem hífen ou não?

CONTRAINDICAÇÕES

Por que “anti-inflamatório” tem hífen? Porque é necessário separar a letra i que encerra “anti” da letra i que inicia “inflamatório”. Isso ocorre sempre que os dois elementos da palavra são unidos pela mesma vogal.

Por que “contraindicações” não tem hífen”? Porque a vogal que encerra “contra” é diferente da que inicia “indicações”.