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Combatente, vírgula.

Muita gente tem dificuldades em usar corretamente a vírgula. Enquanto alguns usam onde não devem, outros acham que vírgula é firula dispensável.

Um dos erros mais comuns no uso da vírgula é com o vocativo, como neste gracioso tweet do Exército Brasileiro:

vírgula vocativo erros

Quando nos dirigimos a alguém, ou chamamos a pessoa com quem estamos falando, pelo seu nome, apelido, título ou qualquer outra referência, geralmente haverá um destaque para tal recurso. Com frequência, usamos vírgulas nesses casos. Portanto, o correto no exemplo acima seria “Bom dia, combatente”. Continuar lendo

“Devido” exige preposição?

Como você completaria esta frase?

Se você escolheu “devido a fortes chuvas, sua resposta está correta! “Devido” exige o uso da preposição: devido a/à/ao.

Usamos “devido a” para explicar o motivo ou causa, de forma similar a expressões como “por causa de” ou “graças a”.

Leia mais sobre o uso correto de “devido” aqui.

Repetição Desnecessária

A repetição desnecessária de uma ideia ou informação na mesma frase é algo chato de ler ou ouvir. Isso é chamado de pleonasmo. 

pleonasmo

Pense nestes exemplos clássicos:

  • elo de ligação;
  • subir para cima;
  • adiar para depois;
  • entrar para dentro;
  • hemorragia de sangue;
  • ver com os próprios olhos.
Quando digo que vou encarar de frente uma situação, estou criando uma redundância, uma vez que encarar significa “olhar de frente“. De forma semelhante, como poderia uma surpresa não ser inesperada?
Outras construções repetitivas que são comuns e toleradas são há… atrás e já não mais, que devem ser evitadas na escrita mais formal.

Há tempos

tempoO verbo haver é muito utilizado para referir a um período de tempo passado, transcorrido. Por exemplo:

  • Trabalho cinco anos com recrutamento e seleção.

As versões abaixo estão erradas:

  • Trabalho a cinco anos com recrutamento e seleção.
  • Trabalho à cinco anos com recrutamento e seleção.

Veja estes outros exemplos com haver:

  • Ela esteve aqui uns 15 minutos;
  • muito que não jogo futebol;
  • Isso acontece séculos.

Há um ano atrás?

Para evitar a repetição desnecessária de uma ideia, não devemos usar haveratrás na mesma frase, quando ambas as palavras indicarem passado.

Obviamente, é muito comum falarmos ou escrevermos frases como esta:

  • Ela esteve aqui um ano atrás.
pexels-photo-91947

“Pior do que café frio, só um pleonasmo”, disse ela.

Para uma frase mais elegante, porém, podemos simplesmente eliminar ou eliminar atrás:

  • Ela esteve aqui um ano atrás;
  • Ela esteve aqui um ano.

Na fala cotidiana, é comum esse tipo de redundância na mesma frase, chamada em gramatiquês de pleonasmo.

Veja alguns outros exemplos clássicos de pleonasmo:

  • adiar para depois;
  • encarar de frente;
  • sair para fora;
  • subir para cima.

Outra construção redundante a ser evitada, especialmente na linguagem escrita e mais formal, é já não mais.


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